A acusação foi feita por um ex-assessor da vereadora que, em depoimento à polícia, disse que era forçado a “devolver” parte do salário
A juíza da 1º Vara Criminal de Rio Preto, Luciana Cassiano Zamperlini Cochito, arquivou nesta segunda-feira, 2, investigação sobre suposta prática de rachadinha no gabinete da vereadora licenciada Cláudia de Giuli (MDB), atualmente secretária de Bem Estar Animal. A acusação foi feita por um ex-assessor da vereadora que, em depoimento à polícia, disse que era forçado a “devolver” parte do salário.
A Justiça chegou a autorizar a quebra de sigilo bancário da vereadora licenciada, além de pessoas próximas e ex-assessores. Na polícia, Cláudia afirmou que “jamais ocorreu qualquer exigência ou pedido de dinheiro a seu assessores, seja para custeio de despesas de gabinete ou para atuação na defesa de animais, na qual atua desde 2009”. Ela disse que, por vezes, comprava medicamentos e ração mais baratos para assessores que tinham animais e estes funcionários depois repassavam dinheiro dessas compras.
O promotor Sérgio Acayaba de Toledo, ao comparar versões e relatórios sobre movimentações bancárias, opinou pelo arquivamento por falta de provas. No parecer, o promotor afirmou que “a dúvida fundamentou o pedido de arquivamento”. O parecer foi acolhido pela Justiça.
O advogado da vereadora licenciada, Edlênio Barreto, disse que o MP pediu o arquivamento após “árdua e longa investigação”. “Acredito firmemente que a justiça foi feita e que este capítulo doloroso e humilhante na vida da minha cliente finalmente se encerra com o arquivamento”, disse.