MP recusa acordo e denuncia motorista de Porsche por embriaguez em Rio Preto

Promotor justificou que o motorista já foi beneficiado por acordo de não persecução penal há cinco anos

O promotor de justiça Rodolfo Strazzi Arcangelo Pereira rejeitou acordo de não persecução penal e denunciou o empresário Ciro Thiago Neto por embriaguez ao volante. Na última semana, o motorista do Porsche foi indiciado pelo delegado Renato Pupo, responsável pela investigação da ocorrência em que o empresário é filmado dirigindo o esportivo de luxo a 138/km na avenida Sebastião Tavares da Silva. Enquanto faz uma “dancinha”, ele perde o controle da direção e bate no muro do condomínio Damha V.

No dia do acidente, em setembro do ano passado, Neto se recusou a soprar o bafômetro e a ceder amostra de sangue para exame de dosagem alcoólica. Em interrogatório no 3º Distrito Policial, negou que estava sob efeito de álcool, mas foi desmentido por guardas municipais que atuaram na ocorrência. Segundo os agentes, além de apresentar sinais de embriaguez, o motorista ainda teria admitido que bebeu em uma festa.

Como justificativa para a recusa de acordo, o representante do Ministério Público argumentou que Neto já foi beneficiado pela transação penal há cinco anos, quando respondeu por lesão corporal. E que não confessou o delito de embriaguez.

Além de dar andamento ao processo criminal, Strazzi ainda propõe suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do empresário por dois meses.

Procurado, o advogado do empresário, Edlênio Barreto, informou que não tomou conhecimento da denúncia.

Cabe agora ao juiz da 2º Vara Criminal, Luis Guilherme Pião, decidir se recebe a denúncia do MP.

O artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro prevê detenção de seis meses a três anos, além de multa, a quem conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada.

Fonte:
Diário da Região
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