Justiça condena mulher por apropriação indevida de Pix recebido por engano

Caso em Rio Preto destaca consequências legais de não devolver dinheiro transferido erroneamente

Um caso recente em São José do Rio Preto, São Paulo, chamou a atenção para as implicações legais de se apropriar de dinheiro recebido por engano via Pix. Uma mulher de 51 anos foi condenada pela justiça após gastar R$ 900 que recebeu equivocadamente em sua conta bancária, tendo que arcar com uma penalidade quase três vezes maior que o valor original.

O incidente começou quando um homem de 57 anos, residente em Catanduva, cometeu um erro ao digitar um número de telefone como chave Pix, resultando na transferência acidental para a conta da ré. Apesar dos repetidos pedidos da vítima para a devolução do dinheiro, a mulher inicialmente fingiu desconhecimento sobre o uso do aplicativo bancário e posteriormente negou ter recebido qualquer valor.

Durante mais de um mês, a vítima tentou recuperar o dinheiro, explicando sua situação financeira delicada, incluindo ter um filho pequeno e contas a pagar. A acusada devolveu apenas R$ 400 e cessou a comunicação, levando a vítima a recorrer à Polícia Civil.

A justiça determinou que a mulher devolvesse os R$ 500 restantes à vítima, pagasse uma multa de R$ 1.412 a uma instituição social e arcasse com as custas do processo. A ré alegou desemprego e incapacidade de pagar a multa, levando o Ministério Público a sugerir a conversão da pena em privativa de liberdade.

A juíza Carolina Marchiori Bueno Cocenzo, da 3ª Vara Criminal, concedeu um prazo de 30 dias para o pagamento, sob pena de expedição de mandado de prisão em regime aberto.

Este caso serve como um alerta importante sobre as responsabilidades legais associadas ao recebimento de transferências bancárias equivocadas, destacando a importância da honestidade e da pronta devolução de valores recebidos por engano.

Fonte:
Diário da Região
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